Em Pauta

Aqui vários assuntos serão tratados sempre com a visão de seu autor e colaboradores. Espero que vc goste e que contribua para criarmos um espaço que contenha o que está Em Pauta na vida de cada um de nós | CONTATO: marcpuc@gmail.com

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Terra Blog

22.08.07

Email x Telefone

categorias: Internet

E-mail já é mais usado no trabalho do que o telefone

A utlização de emails no mundo do trabalho vem se tornando sistemática, suplantando inclusive o uso do telefone, segundo um estudo publicado hoje pela consultoria Dimension Data, especializada em tecnologia da informação. A pesquisa demonstra que 99,6% das pessoas entrevistadas dizem utilizar o e-mail em suas comunicações no trabalho, contra 80% para o telefone fixo e 76% para o telefone celular.

O estudo,realizada em 524 empresas em 13 países do mundo, revelou ainda o uso crescente da Internet para se comunicar dentro da empresa, já que 66% dos consultados declaram utilizar um sistema de mensagem instantânea no trabalho.

"Hoje, no ambiente de trabalho existe uma série de meios de comunicação disponíveis (...) No entanto, nossa pesquisa mostrou que os funcionários preferem os emails aos serviços de voz como o telefone", comentou Rob Lopez, diretor da Dimension Data.

Segundo as informações publicadas pela consultoria, com sede na África do Sul, mas também presente no Reino Unido, onde está cotada no mercado secundário, 70% dos entrevistados acreditam que o uso dos e-mails melhora a produtividade, contrariamente aos blogs, mensagens instantâneas e telefone por internet (serviço que utiliza o IP do computador para se comunicar).

Fonte: TERRA

26.07.07

Joost: web Tv com qualidade

categorias: Internet

TV pela internet com qualidade idêntica à TV convencional? É o que propõe a nova denominação do The Venice Project

Prepare-se para mudar a forma como você ve televisão. O Joost, nova denominação do The Venice Project, promete TV pela internet com qualidade, taxa de quadros (ou frames) por segundo idêntica à TV convencional e no qual as imagens fluem com naturalidade, nem de perto parecidas com os vídeos granulados e a pequena tela do YouTube.

Em mensagem enviada à comunidade que vem testando o serviço, Fredrik de Wahl, CEO do Joost, afirma que, "mesmo ainda em Beta, acreditamos que o Joost se tornará sinônimo do melhor da televisão com o melhor da internet".

E não se trata de nenhum exagero. O Joost usa a mesma malha cibernética de redes que deu extrema velocidade ao Kazaa e ótima qualidade de ligação por VoIP ao Skype para transmitir TV online de um jeito que você não está acostumado: com qualidade.

Ainda que diversidade ainda seja reduzida a programas especiais de música, os canais disponíveis no serviço são levados ao micro com taxa de quadros idêntica à TV. Ao invés de apenas um quadro reproduzindo o filme, como serviço online de filme, o Joost toma todo o desktop e apresenta controles laterais que não atrapalham a reprodução da programação.

A ótima resolução chega a consumir até 320 MB de tráfego por apenas uma hora de televisão, o que exige uma poderosa conexão banda larga do usuário.

Wahl afirma que para chegar a este patamar, os engenheiros envolvidos trabalharam arduamente. “É incrível como conseguimos avançar a partir do conceito inicial até este lançamento. Ainda estamos na versão Beta, mas já temos uma grande prova de conceito [em que se basear], uma plataforma que vamos continuar a construir e melhorar com o suporte continuado da comunidade de testes e dos nossos parceiros”, diz.

O executivo explica que não existe nenhum mistério sobre o nome inicial do projeto. “Venice” era apenas o nome da sala de conferência do hotel onde a equipe estava reunida quando resolver tocar adiante a idéia.

A comunidade de testes ainda está fechada, mas quem tiver interesse em participar deve se cadastrar e aguardar.

 

Texto publicado na PCWorld.

19.07.07

Casas Bahia prepara site de ecommerce

categorias: Internet
As Casas Bahia vão começar a vender produtos pela internet a partir do ano que vem, revelou ontem o diretor-executivo da maior rede de varejo do País, Michael Klein. A reformulação da página eletrônica da rede está vinculada ao crescimento da base de clientes de cartão de crédito com a bandeira da empresa. Atualmente, são 2,5 milhões, mas o investimento nas vendas online só será concretizado quando esse grupo atingir 4 milhões.

'Nós primeiro temos de preparar a base para que possamos ter, no ano que vem, internet e público com cartão de crédito para fazer as compras. E também vender muitos computadores', afirmou Klein, durante a inauguração do novo centro de distribuição de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A empresa não informa em números absolutos o total de computadores vendidos, mas nos primeiros quatro meses deste ano a venda na rede cresceu 170% em relação ao mesmo período de 2006.

Klein diz que as Casas Bahia contam com 26 milhões de clientes com crediário, mas apenas 10% deles têm cartão de crédito com bandeira da empresa, lançado há um ano e meio. Klein estima que são emitidos 10 mil cartões por dia, o que torna a rede de varejo, segundo ele, a maior emissora de cartões de crédito do País. A taxa de inadimplência nas vendas do crediário está entre 10% e 11%.

'Se alguém me perguntasse há dois anos se as Casas Bahia, com 500 mil clientes com cartão de crédito, deveriam vender pela internet, diria que sim. Mas é melhor entrar atrasado do que não entrar', diz o especialista em varejo Nelson Barrizelli, professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (USP). Algumas das principais concorrentes das Casas Bahia, como Lojas Americanas, Magazine Luiza e Ponto Frio, já vendem pela web.

O especialista estima que as vendas pela internet respondem por cerca de 5% das vendas totais do varejo. Em alguns nichos específicos, como o de produtos eletroeletrônicos, Barrizzeli diz que a porcentagem é maior. Para Barrizzeli, a entrada das Casas Bahia no comércio virtual vai movimentar não só as vendas de produtos eletroeletrônicos, como mexer com o mercado da internet em geral e acirrar a competição.

Hoje, a página da internet das Casas Bahia apresenta informações da empresa, endereços de lojas e procedimentos para adquirir o cartão de crédito. Mas o usuário deve procurar a central de atendimento, por telefone, se quiser fazer uma compra. A entrada das Casas Bahia no comércio virtual traz enormes desafios para a rede.

Hoje, os produtos pequenos - como DVDs - são retirados diretamente pelos clientes das lojas. Ao vender essas mercadorias pela internet, a rede teria de criar uma enorme rede de distribuição, proporcional ao número de clientes e a quantidade de vendas.

No ano passado, as mais de 500 lojas das Casas Bahia faturaram R$ 11,5 bilhões. Pelas contas de Klein, antes de a venda de computadores explodir no Brasil, o movimento de um site de vendas seria o equivalente a duas lojas físicas e não valeria o investimento em logística. Agora, porém, está se formando uma enorme massa de consumidores com potencial de comprar pela internet.

Fonte: O Estado de São Paulo - SP

25.05.07

Deixem os bits com a gente

categorias: Internet

Artigo de Tiago Ritter - Sócio-Diretor da W3haus (Newsletter Maio/2007 - Agadi)


A Web 2.0 está na moda. Conteúdos colaborativos, marketing viral, comunidades online, Wikipedia, família Google de produtos: Google Search, Gmail, Orkut, AdSense, Earth e, a mais nova aquisição, You Tube. Mais do que pela qualidade das ferramentas e serviços, a Web 2.0 é um sucesso porque deu ao usuário aquilo que nenhuma outra mídia dá: PODER.

O internauta de hoje não se contenta em acessar as galerias do Louvre de seu computador. Ele quer interagir, dividir com o mundo a sua experiência de ter estado em frente ao quadro da Monalisa, quer alertar o viajante para ter paciência com o mar de japoneses que terá de enfrentar para chegar até a obra de Da Vinci. O internauta de hoje não vai ao site dos Beatles para saber se as remasterizações reunidas no disco Love são boas; ele faz uma busca no Google por blogs que falam do assunto e vai saber de outras pessoas, anônimos como ele, se vale a pena comprar o disco.

O consumidor do meio digital (interativo e com opinião) é o oposto daquele dos meios de massa (passivo e influenciável). Entender essa premissa é o ponto de partida para se criar um projeto para Internet. Chamar uma Agência Digital para o planejamento e realização desse projeto é o primeiro passo.

O tripé da construção web

Pegando carona no livro "A vida digital" de Nicholas Negroponte, podemos dizer que as agências de publicidade estão acostumadas a pensar em átomos. São responsáveis pela concepção da identidade corporativa do cliente e por trabalhar em mídias tangíveis sem resposta imediata do público, como jornais, revistas e outdoors; são predominantemente formadas por profissionais de comunicação. Já as agências digitais pensam em bits. Planejam e criam ações para um meio virtual e interativo, com resposta imediata, que pode abranger, além da comunicação, serviços e entretenimento; são formadas por profissionais multidisciplinares das áreas de comunicação, tecnologia, arquitetura e design.

Por terem essas diferenças, atuam em competências distintas e possuem expertises complementares. Ao contrário do que já se pensou no passado, as digitais não são concorrentes das agências de publicidade. É bem verdade que não faltaram tentativas de se criar núcleos web dentro das agências tradicionais. Mas o fato de a maioria, senão a totalidade, desses núcleos não existirem mais é a prova necessária de que se deve manter os átomos sob responsabilidade de um tipo de agência e os bits com outro.

Dentro dessa lógica, o mercado gaúcho tem experimentado a realização de projetos web sustentados pelo tripé: cliente, agência de publicidade e agência digital. Ao cliente, cabe passar suas necessidades, seus objetivos.

Um exemplo dessa sinergia em ação é o projeto Ipanema Gisele Bündchen. A marca de calçados da Grendene teve a campanha conceituada pela W/Brasil, e executada pela agência para as mídias impressas e TV. Para a campanha na internet, foi chamada a W3Haus que, a partir das informações conceituais recebidas do cliente e da agência, planejou e executou as ações online da marca. O resultado está em http://www.ipanemagiselebundchen.com.br.

A evolução do processo está na ratificação desse modelo junto ao mercado. O tema está na pauta tanto da Associação Gaúcha das Agências Digitais – AGADi, como da Associação Riograndense de Propaganda – ARP. Em uma primeira reunião entre as entidades, ficou claro que existe o interesse de ambas as partes. É apenas uma questão de tempo para que esse modelo saia do ambiente virtual composto por bits, e seja posto no papel formado por átomos.

11.05.07

YoPeriodista

categorias: Internet

Boa tarde, amigos.


Como vocês bem sabem, este Blog tem inspiração num jornal estudantil da década de 90. Já contei aqui que a criadora daquele veículo de comunicação foi a jornalista Ana Maria Brambilla, mestre em Comunicação, editora assistente em Internet na Editora Abril e criadora do Blog Libellus. Hoje em dia ela é uma grande profissional, mas há 10 anos era figurinha fácil nos corredores do Colégio São Judas Tadeu em Porto Alegre.


Vejam que interessante, no tempo que ela fazia um jornal estudantil, ela encontrava dificuldades para receber ajuda dos estudantes. Hoje em dia, Ana Maria é uma grande entusiasta do jornalismo colaborativo. E é por esta razão que pedi sua licença para publicar aqui no Em Pauta um de seus  comentários sobre um exemplo de jornalismo colaborativo.


Texto de Ana Maria Brambilla publicado em 11/05/07 em seu Blog:


Juro! Chegou a me dar um calor quando vi! E não, eu não estou na menopausa

O El País tem o YoPeriodista, uma página totalmente dedicada para reportagens produzidas por cidadãos repórteres.

Mais um modelo de jornalismo colaborativo que, à primeira vista, me pareceu bastante inteligente. Ele promove relatos testemunhais (embora não tenha visto muitos textos em primeira pessoa). Uma vez publicados, esses textos/fotos são expostos à opinião pública de duas maneiras:

* rankeamento tipo as estrelinhas do YouTube
* botãozito “Corregir”, que abre um mini-formulário para report de correções ou abusos

Cara, ISSO SIM É INTERAÇÃO!

E como isso já não bastasse, há remuneração de 500 euros aos melhores “yo periodistas” da semana e de 1.500 euros ao melhor “yo periodista” do mês. A escolha, claro, é do público.

Mas o motivo do calor não foi só o fato de ter encontrado mais uma bela iniciativa num jornalão tradicionalíssimo (sim, a mídia está se dobrando aos encantos da colaboração, hummm!). O que me move nessas horas é saber que grandes veículos da mídia brasileira só tomam atitudes realmente marcantes em suas trajetórias quando outros veículos da mídia internacional já as tomaram e provaram que dá certo!

E agora? Qual a desculpa para não adotar o jornalismo colaborativo?


Texto originalmente publicado em: http://anabrambilla.com/blog/archives/181