Em Pauta

Aqui vários assuntos serão tratados sempre com a visão de seu autor e colaboradores. Espero que vc goste e que contribua para criarmos um espaço que contenha o que está Em Pauta na vida de cada um de nós | CONTATO: marcpuc@gmail.com

22/8/07

Email x Telefone

E-mail já é mais usado no trabalho do que o telefone

A utlização de emails no mundo do trabalho vem se tornando sistemática, suplantando inclusive o uso do telefone, segundo um estudo publicado hoje pela consultoria Dimension Data, especializada em tecnologia da informação. A pesquisa demonstra que 99,6% das pessoas entrevistadas dizem utilizar o e-mail em suas comunicações no trabalho, contra 80% para o telefone fixo e 76% para o telefone celular.

O estudo,realizada em 524 empresas em 13 países do mundo, revelou ainda o uso crescente da Internet para se comunicar dentro da empresa, já que 66% dos consultados declaram utilizar um sistema de mensagem instantânea no trabalho.

"Hoje, no ambiente de trabalho existe uma série de meios de comunicação disponíveis (…) No entanto, nossa pesquisa mostrou que os funcionários preferem os emails aos serviços de voz como o telefone", comentou Rob Lopez, diretor da Dimension Data.

Segundo as informações publicadas pela consultoria, com sede na África do Sul, mas também presente no Reino Unido, onde está cotada no mercado secundário, 70% dos entrevistados acreditam que o uso dos e-mails melhora a produtividade, contrariamente aos blogs, mensagens instantâneas e telefone por internet (serviço que utiliza o IP do computador para se comunicar).

Fonte: TERRA

criado por marcpuc    21:58 — Arquivado em: Internet

26/7/07

Joost: web Tv com qualidade

TV pela internet com qualidade idêntica à TV convencional? É o que propõe a nova denominação do The Venice Project

Prepare-se para mudar a forma como você ve televisão. O Joost, nova denominação do The Venice Project, promete TV pela internet com qualidade, taxa de quadros (ou frames) por segundo idêntica à TV convencional e no qual as imagens fluem com naturalidade, nem de perto parecidas com os vídeos granulados e a pequena tela do YouTube.

Em mensagem enviada à comunidade que vem testando o serviço, Fredrik de Wahl, CEO do Joost, afirma que, "mesmo ainda em Beta, acreditamos que o Joost se tornará sinônimo do melhor da televisão com o melhor da internet".

E não se trata de nenhum exagero. O Joost usa a mesma malha cibernética de redes que deu extrema velocidade ao Kazaa e ótima qualidade de ligação por VoIP ao Skype para transmitir TV online de um jeito que você não está acostumado: com qualidade.

Ainda que diversidade ainda seja reduzida a programas especiais de música, os canais disponíveis no serviço são levados ao micro com taxa de quadros idêntica à TV. Ao invés de apenas um quadro reproduzindo o filme, como serviço online de filme, o Joost toma todo o desktop e apresenta controles laterais que não atrapalham a reprodução da programação.

A ótima resolução chega a consumir até 320 MB de tráfego por apenas uma hora de televisão, o que exige uma poderosa conexão banda larga do usuário.

Wahl afirma que para chegar a este patamar, os engenheiros envolvidos trabalharam arduamente. “É incrível como conseguimos avançar a partir do conceito inicial até este lançamento. Ainda estamos na versão Beta, mas já temos uma grande prova de conceito [em que se basear], uma plataforma que vamos continuar a construir e melhorar com o suporte continuado da comunidade de testes e dos nossos parceiros”, diz.

O executivo explica que não existe nenhum mistério sobre o nome inicial do projeto. “Venice” era apenas o nome da sala de conferência do hotel onde a equipe estava reunida quando resolver tocar adiante a idéia.

A comunidade de testes ainda está fechada, mas quem tiver interesse em participar deve se cadastrar e aguardar.

 

Texto publicado na PCWorld.

criado por marcpuc    20:24 — Arquivado em: Internet

19/7/07

Casas Bahia prepara site de ecommerce

As Casas Bahia vão começar a vender produtos pela internet a partir do ano que vem, revelou ontem o diretor-executivo da maior rede de varejo do País, Michael Klein. A reformulação da página eletrônica da rede está vinculada ao crescimento da base de clientes de cartão de crédito com a bandeira da empresa. Atualmente, são 2,5 milhões, mas o investimento nas vendas online só será concretizado quando esse grupo atingir 4 milhões.

‘Nós primeiro temos de preparar a base para que possamos ter, no ano que vem, internet e público com cartão de crédito para fazer as compras. E também vender muitos computadores’, afirmou Klein, durante a inauguração do novo centro de distribuição de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A empresa não informa em números absolutos o total de computadores vendidos, mas nos primeiros quatro meses deste ano a venda na rede cresceu 170% em relação ao mesmo período de 2006.

Klein diz que as Casas Bahia contam com 26 milhões de clientes com crediário, mas apenas 10% deles têm cartão de crédito com bandeira da empresa, lançado há um ano e meio. Klein estima que são emitidos 10 mil cartões por dia, o que torna a rede de varejo, segundo ele, a maior emissora de cartões de crédito do País. A taxa de inadimplência nas vendas do crediário está entre 10% e 11%.

‘Se alguém me perguntasse há dois anos se as Casas Bahia, com 500 mil clientes com cartão de crédito, deveriam vender pela internet, diria que sim. Mas é melhor entrar atrasado do que não entrar’, diz o especialista em varejo Nelson Barrizelli, professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (USP). Algumas das principais concorrentes das Casas Bahia, como Lojas Americanas, Magazine Luiza e Ponto Frio, já vendem pela web.

O especialista estima que as vendas pela internet respondem por cerca de 5% das vendas totais do varejo. Em alguns nichos específicos, como o de produtos eletroeletrônicos, Barrizzeli diz que a porcentagem é maior. Para Barrizzeli, a entrada das Casas Bahia no comércio virtual vai movimentar não só as vendas de produtos eletroeletrônicos, como mexer com o mercado da internet em geral e acirrar a competição.

Hoje, a página da internet das Casas Bahia apresenta informações da empresa, endereços de lojas e procedimentos para adquirir o cartão de crédito. Mas o usuário deve procurar a central de atendimento, por telefone, se quiser fazer uma compra. A entrada das Casas Bahia no comércio virtual traz enormes desafios para a rede.

Hoje, os produtos pequenos - como DVDs - são retirados diretamente pelos clientes das lojas. Ao vender essas mercadorias pela internet, a rede teria de criar uma enorme rede de distribuição, proporcional ao número de clientes e a quantidade de vendas.

No ano passado, as mais de 500 lojas das Casas Bahia faturaram R$ 11,5 bilhões. Pelas contas de Klein, antes de a venda de computadores explodir no Brasil, o movimento de um site de vendas seria o equivalente a duas lojas físicas e não valeria o investimento em logística. Agora, porém, está se formando uma enorme massa de consumidores com potencial de comprar pela internet.

Fonte: O Estado de São Paulo - SP

criado por marcpuc    10:52 — Arquivado em: Internet

25/5/07

Deixem os bits com a gente

Artigo de Tiago Ritter - Sócio-Diretor da W3haus (Newsletter Maio/2007 - Agadi)

A Web 2.0 está na moda. Conteúdos colaborativos, marketing viral, comunidades online, Wikipedia, família Google de produtos: Google Search, Gmail, Orkut, AdSense, Earth e, a mais nova aquisição, You Tube. Mais do que pela qualidade das ferramentas e serviços, a Web 2.0 é um sucesso porque deu ao usuário aquilo que nenhuma outra mídia dá: PODER.

O internauta de hoje não se contenta em acessar as galerias do Louvre de seu computador. Ele quer interagir, dividir com o mundo a sua experiência de ter estado em frente ao quadro da Monalisa, quer alertar o viajante para ter paciência com o mar de japoneses que terá de enfrentar para chegar até a obra de Da Vinci. O internauta de hoje não vai ao site dos Beatles para saber se as remasterizações reunidas no disco Love são boas; ele faz uma busca no Google por blogs que falam do assunto e vai saber de outras pessoas, anônimos como ele, se vale a pena comprar o disco.

O consumidor do meio digital (interativo e com opinião) é o oposto daquele dos meios de massa (passivo e influenciável). Entender essa premissa é o ponto de partida para se criar um projeto para Internet. Chamar uma Agência Digital para o planejamento e realização desse projeto é o primeiro passo.

O tripé da construção web

Pegando carona no livro "A vida digital" de Nicholas Negroponte, podemos dizer que as agências de publicidade estão acostumadas a pensar em átomos. São responsáveis pela concepção da identidade corporativa do cliente e por trabalhar em mídias tangíveis sem resposta imediata do público, como jornais, revistas e outdoors; são predominantemente formadas por profissionais de comunicação. Já as agências digitais pensam em bits. Planejam e criam ações para um meio virtual e interativo, com resposta imediata, que pode abranger, além da comunicação, serviços e entretenimento; são formadas por profissionais multidisciplinares das áreas de comunicação, tecnologia, arquitetura e design.

Por terem essas diferenças, atuam em competências distintas e possuem expertises complementares. Ao contrário do que já se pensou no passado, as digitais não são concorrentes das agências de publicidade. É bem verdade que não faltaram tentativas de se criar núcleos web dentro das agências tradicionais. Mas o fato de a maioria, senão a totalidade, desses núcleos não existirem mais é a prova necessária de que se deve manter os átomos sob responsabilidade de um tipo de agência e os bits com outro.

Dentro dessa lógica, o mercado gaúcho tem experimentado a realização de projetos web sustentados pelo tripé: cliente, agência de publicidade e agência digital. Ao cliente, cabe passar suas necessidades, seus objetivos.

Um exemplo dessa sinergia em ação é o projeto Ipanema Gisele Bündchen. A marca de calçados da Grendene teve a campanha conceituada pela W/Brasil, e executada pela agência para as mídias impressas e TV. Para a campanha na internet, foi chamada a W3Haus que, a partir das informações conceituais recebidas do cliente e da agência, planejou e executou as ações online da marca. O resultado está em http://www.ipanemagiselebundchen.com.br.

A evolução do processo está na ratificação desse modelo junto ao mercado. O tema está na pauta tanto da Associação Gaúcha das Agências Digitais – AGADi, como da Associação Riograndense de Propaganda – ARP. Em uma primeira reunião entre as entidades, ficou claro que existe o interesse de ambas as partes. É apenas uma questão de tempo para que esse modelo saia do ambiente virtual composto por bits, e seja posto no papel formado por átomos.

criado por marcpuc    16:10 — Arquivado em: Internet

11/5/07

YoPeriodista

Boa tarde, amigos.

Como vocês bem sabem, este Blog tem inspiração num jornal estudantil da década de 90. Já contei aqui que a criadora daquele veículo de comunicação foi a jornalista Ana Maria Brambilla, mestre em Comunicação, editora assistente em Internet na Editora Abril e criadora do Blog Libellus. Hoje em dia ela é uma grande profissional, mas há 10 anos era figurinha fácil nos corredores do Colégio São Judas Tadeu em Porto Alegre.

Vejam que interessante, no tempo que ela fazia um jornal estudantil, ela encontrava dificuldades para receber ajuda dos estudantes. Hoje em dia, Ana Maria é uma grande entusiasta do jornalismo colaborativo. E é por esta razão que pedi sua licença para publicar aqui no Em Pauta um de seus  comentários sobre um exemplo de jornalismo colaborativo.

Texto de Ana Maria Brambilla publicado em 11/05/07 em seu Blog:

Juro! Chegou a me dar um calor quando vi! E não, eu não estou na menopausa

O El País tem o YoPeriodista, uma página totalmente dedicada para reportagens produzidas por cidadãos repórteres.

Mais um modelo de jornalismo colaborativo que, à primeira vista, me pareceu bastante inteligente. Ele promove relatos testemunhais (embora não tenha visto muitos textos em primeira pessoa). Uma vez publicados, esses textos/fotos são expostos à opinião pública de duas maneiras:

* rankeamento tipo as estrelinhas do YouTube
* botãozito “Corregir”, que abre um mini-formulário para report de correções ou abusos

Cara, ISSO SIM É INTERAÇÃO!

E como isso já não bastasse, há remuneração de 500 euros aos melhores “yo periodistas” da semana e de 1.500 euros ao melhor “yo periodista” do mês. A escolha, claro, é do público.

Mas o motivo do calor não foi só o fato de ter encontrado mais uma bela iniciativa num jornalão tradicionalíssimo (sim, a mídia está se dobrando aos encantos da colaboração, hummm!). O que me move nessas horas é saber que grandes veículos da mídia brasileira só tomam atitudes realmente marcantes em suas trajetórias quando outros veículos da mídia internacional já as tomaram e provaram que dá certo!

E agora? Qual a desculpa para não adotar o jornalismo colaborativo?

Texto originalmente publicado em: http://anabrambilla.com/blog/archives/181


criado por marcpuc    17:46 — Arquivado em: Internet

9/5/07

Quem nunca bebeu tem q ter a oportunidade de beber

Você lembra de um achocolatado em pó da Nestlé chamado Supligen?

Talvez você não lembre porque ele ficou pouco tempo no Mercado. Mas quem teve o prazer de prová-lo vai entender por que há tanta gente querendo que o mesmo volte às prateleiras do Super Mercado. Diferente de outros produtos da mesma categoria, Supligen era muito gostoso e cremoso. O único problema é que era impossível beber apenas um copo.

Poucos dias atrás, estava comentando com minha namorada que eu achava que o Nescau já não tinha mais o mesmo sabor. Nesta ocasião perguntei se ela havia conhecido o Supligen. Ela me respondeu que não e foi então que decidi procurar na Internet sobre o achocolatado. Para minha surpresa e felicidade, logo encontrei no Orkut uma comunidade de amantes do Supligen (http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=865914) unidos para uma volta triunfal do produto.

Peço a todos os meus amigos leitores deste Blog e a todos os amantes de Supligen que se juntem a nós na Comunidade lá no Orkut para que possamos ter voz ativa para a volta deste produto. Afinal de contas, o que é bom deve estar ao alcance de todos.

Quem já bebeu Supligen quer ter o direito de continuar bebendo. Quem nunca bebeu tem que ter a oportunidade de beber.

 

Comunidade Supligen no Orkut: Clique aqui

criado por marcpuc    23:48 — Arquivado em: Sem categoria

4/5/07

Cérebro Eletrônico

Texto de Cesar Paz*

Talvez pouca gente saiba, mas no início na década de 60, antes de se chamar computador, o maldito era conhecido como “cérebro eletrônico”.
No Brasil, em plena era desenvolvimentista de JK, a revista “O Cruzeiro” noticiava em letras garrafais: “Brasil vai importar cérebros eletrônicos!”.

Os esforços e a política de crescimento do presidente bossa-nova fizeram com que os primeiros cérebros eletrônicos operados no Brasil fossem instalados em diversos órgãos estatais, como o IBGE, ministérios civis e militares, Banco do Brasil e Petrobras, mas ele incentivou também que a iniciativa privada adquirisse essas enormes máquinas.

Os computadores da década de 60 ocupavam uma sala inteira, eram equipados com milhares de válvulas, se alimentavam de cartões perfurados e produziam, para a época, um gigantesco volume de dados que eram invariavelmente registrados em pilhas e pilhas de formulários contínuos.
Lógico que, naquela época, não se discutia a sustentabilidade!

O debate pautado nos anos dourados era o impacto que o computador e sua incrível capacidade de processar dados causariam na vida e no emprego das pessoas. Enfim, pairava o medo da substituição do homem, suas características, sentimentos, medos e percepções por hardwares e softwares.

Outro dia o Rafael Payão, diretor de planejamento da AG2, me lembrou de uma canção gravada em 1969 pelo atual ministro da Cultura e sempre mestre compositor Gilberto Gil, chamada exatamente de “cérebro eletrônico”.

Na canção, Gil retrata e se posiciona, com a sensibilidade dos iluminados, nesse debate que se estenderia por toda a década de 70… entre outros versos, Gil diz:

… O cérebro eletrônico comanda
Manda e desmanda
Ele é quem manda
Mas ele não anda
Só eu posso pensar
Se Deus existe
Só eu posso chorar quando estou triste
Eu cá com meus botões de carne e osso
Eu falo e ouço
Eu penso e posso…

Gil compôs essa canção mais de dez anos antes do PC e pelo menos 25 anos antes da internet comercial, compôs numa época em que os computadores residiam ainda tranqüilos, sem ameaça de vírus, em salas limpas e brancas, com piso elevado e temperatura controlada nas megacorporações.

Nos anos seguintes, o computador já não era mais chamado de cérebro eletrônico, desceu do pedestal para invadir todos os departamentos das grandes empresas (microinformática), as empresas pequenas e médias e até nossas casas.

Depois, todos os computadores se conectaram em redes locais e em pouco tempo na grande rede mundial, que passou a aceitar também outros dispositivos, como handhelds, celulares e até geladeiras!

Na continuidade natural desse mundo tecnológico e evolucionista, a bola da vez é uma “web viva”, ou melhor, a Web 2.0. Colaborativa, plena de conteúdo de opinião e serviços gratuitos (ou quase) de alta relevância e interatividade.

É nessa “web viva” que finalmente o usuário tem vez e voz. É nela que “eu falo e ouço, eu penso e posso”.
Na Web 2.0 os serviços se reinventam e se misturam num louco processo de melhoria contínua a partir da interação dos usuários. É finalmente o cérebro eletrônico a serviço da inteligência coletiva!

Para os engajados, seria como pensar numa “democracia do proletariado”; para os religiosos, num mundo monoteísta onde os “mandamentos” e a vontade divina fossem automaticamente revistos de acordo com as vontades e necessidades dos fiéis.

Esse inimaginável modelo pulsante e incontrolável criou um desconforto no mundo corporativo parecido com o que vivemos no início da internet. Hoje, é fácil observar executivos paralisados diante de questões de posicionamento no ambiente digital, simplesmente pela ruptura dos conceitos que já estavam assimilados numa “web pré-moderna”.

- Devemos fazer o blog do nosso CEO?
- Vale a pena abrir nosso portal e pedir a opinião de nossos clientes?
- Podemos utilizar “wikis” para montar uma base de conhecimento do departamento?
- Que tal colocar nossa marca no Second Life?
- Podemos criar um serviço para nossos clientes utilizando o Google Maps? 
- Vale a pena colocar um vídeo no “youtube”?

É muito interessante observar como a natureza e a lógica dos serviços da Web 2.0 desafiam a mentalidade de “comando-e-controle” das grandes corporações, e como a Web 2.0 poderá realmente fragilizar nas empresas uma série de fronteiras organizacionais entre gestores e colaboradores e entre as companhias, seus parceiros e seus clientes.

Todos os serviços que a Web 2.0 já disponibilizou para o usuário comum passaram a ser objeto de desejo do mundo dos negócios, numa inversão maravilhosa de valores e prioridades entre o mundo corporativo (que sempre foi vanguarda na definição de arquiteturas, plataformas e sistemas) e o consumidor final!

Parece que o cérebro eletrônico teve um enorme AVC e agora depende dos médicos de plantão. Oremos!

* Cesar Paz - Diretor Presidente da AG2 (Agência de Inteligência Digital S.A.)

criado por marcpuc    22:47 — Arquivado em: Artigos

24/4/07

Blogs estão matando diários tradicionais

Uma pesquisa inglesa comissionada pela emissora Sky para marcar o lançamento da premiação "Sky Young Journalist Awards" confirmou o que já parecia inevitável: os diários virtuais, conhecidos como blogs, estão matando a antiga arte de manter um diário tradicional.

De acordo com o site IT Pro, no estudo foram entrevistadas mil pessoas, e foi descoberto que menos de um em cada dez jovens mantém o hábito de escrever um diário tradicional, comparado a 47% que divulgam seus textos online.

Outro dado descoberto é que a média de tempo gasto pelos adolescentes para "blogar" (o ato de escrever em blogs) e visitar sites na Internet como MySpace e YouTube é de 4,5 horas por semana, com 22% dos entrevistados escrevendo em seus diários virtuais pelo menos cinco vezes por semana.

Mesmo com a mudança de "diário tradicional secreto" para "diário virtual aberto", a pesquisa também descobriu que os jovens entrevistados não têm problemas em dividir sua intimidade com amigos e pessoas desconhecidas, mas evitam dividir sua intimidade com pais e familiares: 46% dos participantes disseram que sua família não sabia da existência de seus blogs e confirmara usar pseudônimos para se manterem anônimos aos parentes.

Fonte: Magnet

criado por marcpuc    15:56 — Arquivado em: Internet

18/4/07

Oito ou Oitenta

Oito ou Oitenta: outernet e o fim do dilema em comunicação de marketing

Walter Longo*

Até hoje os profissionais de marketing de todas as empresas anunciantes possuíam duas alternativas de comunicação, e com elas geriam suas verbas buscando a atenção de seu público consumidor. Ou falavam de maneira massiva, com mensagens genéricas e impessoais com milhões de pessoas ao mesmo tempo através da mídia de massa, ou então optavam por se comunicar de maneira mais personalizada, dirigida e segmentada com milhares de consumidores, através do marketing direto, promoção ou eventos. Sempre houve essa dicotomia no mercado da comunicação que se acostumou a pensar e agir através dessa premissa colocada à sua frente.

O desenvolvimento tecnológico e expansão da internet, associado ao velho hábito arraigado de se assistir televisão, criaram uma nova forma de mídia que quebra essa regra básica e revoluciona o setor de comunicação. A ela damos o nome de outernet, uma nova ferramenta de mídia que transmite publicidade, informação e entretenimento a milhões de pessoas, simultaneamente, através de mensagens genéricas, regionalizadas ou até personalizadas.

Outernet é a solução encontrada para tirar a internet do computador e fazer com que ela acompanhe as pessoas onde quer que elas estejam. É um método não-invasivo e permissivo de manter o público “always on-line”.

Muita gente acredita que a internet já deva ser considerada uma mídia de massa devido aos milhões de pessoas que se encontram on-line. Isso não é verdade, pois cada uma delas está em milhões de sites ou endereços diferentes sem o controle ou capacidade de “atingimento” do mercado anunciante. Estão todos na frente do computador, mas não necessariamente na frente da nossa mensagem. Até por isso, a internet como mídia ainda não recebe uma carga de inserção publicitária equivalente ao seu consumo ou importância. E parece que continuará assim por muito tempo.

Já a outernet é diferente. Por estar sempre instalada em locais de ambiente recluso, tem o efeito de chamar a atenção de uma audiência cativa que através dela alivia a tensão e stress da espera e transforma o “tempo perdido” de cada um em “tempo útil, interessante e divertido” para todos.

A veiculação de mensagens publicitárias na mídia outernet funciona exatamente no caminho inverso da mídia de massa. Enquanto o comercial de TV inserido no intervalo dos programas interrompe a diversão ou informação do telespectador e o anuncio na revista interrompe o artigo ou matéria do leitor, as mensagens inseridas nas telas de plasma colocadas em elevadores, salas de espera de aeroportos ou até filas de banco ajuda a aliviar e reduzir a sensação de tempo perdido de cada um de nós.

Na mídia de massa, a publicidade chama a atenção através da interrupção ao seu lazer, informação ou diversão. Na outernet, ela alivia a interrupção forçada na sua vida representada pela espera entediante até chegar ao caixa do banco, no andar do prédio ou na porta do avião.

E quando se fala em conteúdo, enquanto na TV, jornal ou revista as mensagens têm de ser genéricas por sua característica de único emissor de informação (single source), na outernet, graças a sua capacidade de endereçamento individualizado, podemos inserir mensagens publicitárias segmentadas por região, horário ou até por endereço de IP, tornando a informação muito mais relevante ao consumidor.

Essa nova forma de mídia vem crescendo de maneira acelerada nas grandes cidades e capitais dos EUA e Europa. Mas o seu grande potencial está exatamente nas megalópoles dos paises em desenvolvimento. A razão disso é dupla.

Primeiro, porque a concentração e crescimento descontrolado da população acabam gerando muito mais ambientes de espera forçada, seja devido à baixa qualidade dos serviços, ou pela reduzida área de cobertura da infra-estrutura pública que força a concentração da distribuição populacional e, com isso, os grandes edifícios de trabalho ou moradia.

Segundo, que segmentação em mídia é tão mais importante quanto mais desigual for a renda da população. Para países onde a distribuição de renda é eqüitativa, ou menos desigual, a mídia de massa acaba prevalecendo, pois 2% da audiência acabam representando no máximo 4% ou 5% do potencial de consumo daquele bem ou serviço. Em países como o Brasil e México, essa história é bem diferente. Em grande parte das vezes, 2% ou 3% de audiência qualificada podem chegar a representar até 20 a 30% do potencial de consumo de uma infinidade de produtos como carros, computadores, cosméticos, turismo etc. Isso faz com que a mídia segmentada acabe representando uma enorme redução de custo e de desperdício que percebemos hoje na mídia de massa, independente dos cálculos de CPM ou GRP.

Por tudo isso, a outernet parece ser a resposta mais adequada para os crescentes desafios do setor de comunicação em nosso País. Uma mídia de massa, com capacidade instantânea de informação e versatilidade de inserção publicitária, que em vez de interromper, alivia as interrupções forçadas de nosso cotidiano, prestando serviço e informando através de mensagens segmentadas e relevantes para cada um de nós.

O que parecia ser um sonho distante dos profissionais de marketing e comunicação já se tornou realidade. E o céu é o limite…

Fonte: Portal HSM On-line

* Walter Longo é mentor de Estratégia e Inovação do Grupo Newcomm (holding formada pela associação de Roberto Justus e o Grupo WPP).

criado por marcpuc    22:55 — Arquivado em: Comunicação e Marketing

4/4/07

Vida longa aos escritores

Texto de Guilherme Ferrari*

Não é dessa vez ainda que deixo aqui meu recado sobre marketing, marcas e comunicação empresarial. Pessoas, vida e textos são os gatilhos desse post. Freqüentando alguns blogs e, inevitavelmente, comparando as idéias que as pessoas veiculam com às de livros e revistas consagradas, percebo como é importante e interessante escrevermos. Acho que não importa tanto a qualidade do texto, mas o conteúdo. Eu mesmo estou meio enferrujado.

Vou além.

Cheguei à conclusão de que o Mário Quintana, por exemplo, está vivo. Sempre estará. Quem passa sua vida escrevendo, expondo e compartilhando experiências e pensamentos, deixa grande parte de si por aqui. Não vai embora.

Segue uma desse imortal (Quintana):

A mulher biônica

Eu quero uma mulher biônica
Que me ame como uma suspirosa máquina
Do mais intenso amor.
Uma mulher que quase me mate…
Mas me livre de todos os ataques!
Eu quero, eu quero uma mulher biônica
Para que eu possa, a qualquer momento,
Desparafusa-la…

Vida longa aos escritores! Da Academia Brasileira de Letras aos blogueiros…

* Diretor de Projetos da B2Branding - http://www.b2branding.com

criado por marcpuc    13:56 — Arquivado em: Crônicas
Posts mais antigos »
Report abuse Close
Am I a spambot? yes definately
http://empauta.blog.terra.com.br
 
 
 
Thank you Close

Sua denúncia foi enviada.

Em breve estaremos processando seu chamado para tomar as providências necessárias. Esperamos que continue aproveitando o serviço e siga participando do Terra Blog.