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Você lembra de um achocolatado em pó da Nestlé chamado Supligen?
Talvez você não lembre porque ele ficou pouco tempo no Mercado. Mas quem teve o prazer de prová-lo vai entender por que há tanta gente querendo que o mesmo volte às prateleiras do Super Mercado. Diferente de outros produtos da mesma categoria, Supligen era muito gostoso e cremoso. O único problema é que era impossível beber apenas um copo.
Poucos dias atrás, estava comentando com minha namorada que eu achava que o Nescau já não tinha mais o mesmo sabor. Nesta ocasião perguntei se ela havia conhecido o Supligen. Ela me respondeu que não e foi então que decidi procurar na Internet sobre o achocolatado. Para minha surpresa e felicidade, logo encontrei no Orkut uma comunidade de amantes do Supligen (http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=865914) unidos para uma volta triunfal do produto.
Peço a todos os meus amigos leitores deste Blog e a todos os amantes de Supligen que se juntem a nós na Comunidade lá no Orkut para que possamos ter voz ativa para a volta deste produto. Afinal de contas, o que é bom deve estar ao alcance de todos.
Quem já bebeu Supligen quer ter o direito de continuar bebendo. Quem nunca bebeu tem que ter a oportunidade de beber.
Comunidade Supligen no Orkut: Clique aqui

criado por Marcelo Dutra
23:48:35Texto de Cesar Paz*
Talvez pouca gente saiba, mas no início na década de 60, antes de se chamar computador, o maldito era conhecido como “cérebro eletrônico”.
No Brasil, em plena era desenvolvimentista de JK, a revista “O Cruzeiro” noticiava em letras garrafais: “Brasil vai importar cérebros eletrônicos!”.
Os esforços e a política de crescimento do presidente bossa-nova fizeram com que os primeiros cérebros eletrônicos operados no Brasil fossem instalados em diversos órgãos estatais, como o IBGE, ministérios civis e militares, Banco do Brasil e Petrobras, mas ele incentivou também que a iniciativa privada adquirisse essas enormes máquinas.
Os computadores da década de 60 ocupavam uma sala inteira, eram equipados com milhares de válvulas, se alimentavam de cartões perfurados e produziam, para a época, um gigantesco volume de dados que eram invariavelmente registrados em pilhas e pilhas de formulários contínuos.
Lógico que, naquela época, não se discutia a sustentabilidade!
O debate pautado nos anos dourados era o impacto que o computador e sua incrível capacidade de processar dados causariam na vida e no emprego das pessoas. Enfim, pairava o medo da substituição do homem, suas características, sentimentos, medos e percepções por hardwares e softwares.
Outro dia o Rafael Payão, diretor de planejamento da AG2, me lembrou de uma canção gravada em 1969 pelo atual ministro da Cultura e sempre mestre compositor Gilberto Gil, chamada exatamente de “cérebro eletrônico”.
Na canção, Gil retrata e se posiciona, com a sensibilidade dos iluminados, nesse debate que se estenderia por toda a década de 70... entre outros versos, Gil diz:
... O cérebro eletrônico comanda
Manda e desmanda
Ele é quem manda
Mas ele não anda
Só eu posso pensar
Se Deus existe
Só eu posso chorar quando estou triste
Eu cá com meus botões de carne e osso
Eu falo e ouço
Eu penso e posso...
Gil compôs essa canção mais de dez anos antes do PC e pelo menos 25 anos antes da internet comercial, compôs numa época em que os computadores residiam ainda tranqüilos, sem ameaça de vírus, em salas limpas e brancas, com piso elevado e temperatura controlada nas megacorporações.
Nos anos seguintes, o computador já não era mais chamado de cérebro eletrônico, desceu do pedestal para invadir todos os departamentos das grandes empresas (microinformática), as empresas pequenas e médias e até nossas casas.
Depois, todos os computadores se conectaram em redes locais e em pouco tempo na grande rede mundial, que passou a aceitar também outros dispositivos, como handhelds, celulares e até geladeiras!
Na continuidade natural desse mundo tecnológico e evolucionista, a bola da vez é uma “web viva”, ou melhor, a Web 2.0. Colaborativa, plena de conteúdo de opinião e serviços gratuitos (ou quase) de alta relevância e interatividade.
É nessa “web viva” que finalmente o usuário tem vez e voz. É nela que “eu falo e ouço, eu penso e posso”.
Na Web 2.0 os serviços se reinventam e se misturam num louco processo de melhoria contínua a partir da interação dos usuários. É finalmente o cérebro eletrônico a serviço da inteligência coletiva!
Para os engajados, seria como pensar numa “democracia do proletariado”; para os religiosos, num mundo monoteísta onde os “mandamentos” e a vontade divina fossem automaticamente revistos de acordo com as vontades e necessidades dos fiéis.
Esse inimaginável modelo pulsante e incontrolável criou um desconforto no mundo corporativo parecido com o que vivemos no início da internet. Hoje, é fácil observar executivos paralisados diante de questões de posicionamento no ambiente digital, simplesmente pela ruptura dos conceitos que já estavam assimilados numa “web pré-moderna”.
- Devemos fazer o blog do nosso CEO?
- Vale a pena abrir nosso portal e pedir a opinião de nossos clientes?
- Podemos utilizar “wikis” para montar uma base de conhecimento do departamento?
- Que tal colocar nossa marca no Second Life?
- Podemos criar um serviço para nossos clientes utilizando o Google Maps?
- Vale a pena colocar um vídeo no “youtube”?
É muito interessante observar como a natureza e a lógica dos serviços da Web 2.0 desafiam a mentalidade de “comando-e-controle” das grandes corporações, e como a Web 2.0 poderá realmente fragilizar nas empresas uma série de fronteiras organizacionais entre gestores e colaboradores e entre as companhias, seus parceiros e seus clientes.
Todos os serviços que a Web 2.0 já disponibilizou para o usuário comum passaram a ser objeto de desejo do mundo dos negócios, numa inversão maravilhosa de valores e prioridades entre o mundo corporativo (que sempre foi vanguarda na definição de arquiteturas, plataformas e sistemas) e o consumidor final!
Parece que o cérebro eletrônico teve um enorme AVC e agora depende dos médicos de plantão. Oremos!
* Cesar Paz - Diretor Presidente da AG2 (Agência de Inteligência Digital S.A.)

criado por Marcelo Dutra
22:47:54
criado por Marcelo Dutra
15:56:57Até hoje os profissionais de marketing de todas as empresas anunciantes possuíam duas alternativas de comunicação, e com elas geriam suas verbas buscando a atenção de seu público consumidor. Ou falavam de maneira massiva, com mensagens genéricas e impessoais com milhões de pessoas ao mesmo tempo através da mídia de massa, ou então optavam por se comunicar de maneira mais personalizada, dirigida e segmentada com milhares de consumidores, através do marketing direto, promoção ou eventos. Sempre houve essa dicotomia no mercado da comunicação que se acostumou a pensar e agir através dessa premissa colocada à sua frente.
O desenvolvimento tecnológico e expansão da internet, associado ao velho hábito arraigado de se assistir televisão, criaram uma nova forma de mídia que quebra essa regra básica e revoluciona o setor de comunicação. A ela damos o nome de outernet, uma nova ferramenta de mídia que transmite publicidade, informação e entretenimento a milhões de pessoas, simultaneamente, através de mensagens genéricas, regionalizadas ou até personalizadas.
Outernet é a solução encontrada para tirar a internet do computador e fazer com que ela acompanhe as pessoas onde quer que elas estejam. É um método não-invasivo e permissivo de manter o público “always on-line”.
Muita gente acredita que a internet já deva ser considerada uma mídia de massa devido aos milhões de pessoas que se encontram on-line. Isso não é verdade, pois cada uma delas está em milhões de sites ou endereços diferentes sem o controle ou capacidade de “atingimento” do mercado anunciante. Estão todos na frente do computador, mas não necessariamente na frente da nossa mensagem. Até por isso, a internet como mídia ainda não recebe uma carga de inserção publicitária equivalente ao seu consumo ou importância. E parece que continuará assim por muito tempo.
Já a outernet é diferente. Por estar sempre instalada em locais de ambiente recluso, tem o efeito de chamar a atenção de uma audiência cativa que através dela alivia a tensão e stress da espera e transforma o “tempo perdido” de cada um em “tempo útil, interessante e divertido” para todos.
A veiculação de mensagens publicitárias na mídia outernet funciona exatamente no caminho inverso da mídia de massa. Enquanto o comercial de TV inserido no intervalo dos programas interrompe a diversão ou informação do telespectador e o anuncio na revista interrompe o artigo ou matéria do leitor, as mensagens inseridas nas telas de plasma colocadas em elevadores, salas de espera de aeroportos ou até filas de banco ajuda a aliviar e reduzir a sensação de tempo perdido de cada um de nós.
Na mídia de massa, a publicidade chama a atenção através da interrupção ao seu lazer, informação ou diversão. Na outernet, ela alivia a interrupção forçada na sua vida representada pela espera entediante até chegar ao caixa do banco, no andar do prédio ou na porta do avião.
E quando se fala em conteúdo, enquanto na TV, jornal ou revista as mensagens têm de ser genéricas por sua característica de único emissor de informação (single source), na outernet, graças a sua capacidade de endereçamento individualizado, podemos inserir mensagens publicitárias segmentadas por região, horário ou até por endereço de IP, tornando a informação muito mais relevante ao consumidor.
Essa nova forma de mídia vem crescendo de maneira acelerada nas grandes cidades e capitais dos EUA e Europa. Mas o seu grande potencial está exatamente nas megalópoles dos paises em desenvolvimento. A razão disso é dupla.
Primeiro, porque a concentração e crescimento descontrolado da população acabam gerando muito mais ambientes de espera forçada, seja devido à baixa qualidade dos serviços, ou pela reduzida área de cobertura da infra-estrutura pública que força a concentração da distribuição populacional e, com isso, os grandes edifícios de trabalho ou moradia.
Segundo, que segmentação em mídia é tão mais importante quanto mais desigual for a renda da população. Para países onde a distribuição de renda é eqüitativa, ou menos desigual, a mídia de massa acaba prevalecendo, pois 2% da audiência acabam representando no máximo 4% ou 5% do potencial de consumo daquele bem ou serviço. Em países como o Brasil e México, essa história é bem diferente. Em grande parte das vezes, 2% ou 3% de audiência qualificada podem chegar a representar até 20 a 30% do potencial de consumo de uma infinidade de produtos como carros, computadores, cosméticos, turismo etc. Isso faz com que a mídia segmentada acabe representando uma enorme redução de custo e de desperdício que percebemos hoje na mídia de massa, independente dos cálculos de CPM ou GRP.
Por tudo isso, a outernet parece ser a resposta mais adequada para os crescentes desafios do setor de comunicação em nosso País. Uma mídia de massa, com capacidade instantânea de informação e versatilidade de inserção publicitária, que em vez de interromper, alivia as interrupções forçadas de nosso cotidiano, prestando serviço e informando através de mensagens segmentadas e relevantes para cada um de nós.
O que parecia ser um sonho distante dos profissionais de marketing e comunicação já se tornou realidade. E o céu é o limite...
Fonte: Portal HSM On-line
* Walter Longo é mentor de Estratégia e Inovação do Grupo Newcomm (holding formada pela associação de Roberto Justus e o Grupo WPP).

criado por Marcelo Dutra
22:55:36Texto de Guilherme Ferrari*
Não é dessa vez ainda que deixo aqui meu recado sobre marketing, marcas e comunicação empresarial. Pessoas, vida e textos são os gatilhos desse post. Freqüentando alguns blogs e, inevitavelmente, comparando as idéias que as pessoas veiculam com às de livros e revistas consagradas, percebo como é importante e interessante escrevermos. Acho que não importa tanto a qualidade do texto, mas o conteúdo. Eu mesmo estou meio enferrujado.
Vou além.
Cheguei à conclusão de que o Mário Quintana, por exemplo, está vivo. Sempre estará. Quem passa sua vida escrevendo, expondo e compartilhando experiências e pensamentos, deixa grande parte de si por aqui. Não vai embora.
Segue uma desse imortal (Quintana):
A mulher biônica
Eu quero uma mulher biônica
Que me ame como uma suspirosa máquina
Do mais intenso amor.
Uma mulher que quase me mate...
Mas me livre de todos os ataques!
Eu quero, eu quero uma mulher biônica
Para que eu possa, a qualquer momento,
Desparafusa-la...
Vida longa aos escritores! Da Academia Brasileira de Letras aos blogueiros...
* Diretor de Projetos da B2Branding - http://www.b2branding.com

criado por Marcelo Dutra
13:56:57